A MULHER E A "LOGÍSTICA" DA POBREZA - PARTE 1

"1.3 bilhão de pessoas são pobres. Desses, 70% são mulheres." informou MARIA DAS GRAÇAS COSTA, Membro do Comitê Mundial de Mulheres da Internacional dos Serviços Públicos, na 3ª Conferência Municipal de Mulheres, realizada na cidade de Quixadá, em agosto de 2011.



A partir de hoje, o BLOG SINDSEP DE QUIXADÁ E REGIÃO traz a primeira parte da cobertura especial sobre a 3ª Conferência Municipal de Mulheres.
 
As informações de alta relevância sobre a feminização da Pobreza no MUNDO e no BRASIL, foram reveladas por MARIA DAS GRAÇAS COSTA, que além de ser Secretária da Mulher Trabalhadora do SINDSEP, integra o Comitê Mundial de Mulheres da ISP.
 
Um verdadeiro panorama sobre a presença da mulher no mundo como vítima de uma estrutura neoliberal vigente e sua logística da pobreza que atinge, por escolha do sistema, principalmente a mulher.
 
Nesta série especial, apresentaremos dados importantes sobre esse debate e que foram expostos por Graça Costa ao proferir a Conferência Magna "MULHERES QUIXADAENSES: igualdade de Gênero e Erradicação da Pobreza para o Exercício da Cidadania".
 
 
 
 
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) o número de mulheres que trabalham no mundo é maior do que nunca, mas a desigualdade de gênero contribui para uma FEMINIZAÇÃO DA POBREZA.
 
A feminização da pobreza, segundo os Estudos Populacionais ABEP (2004), é um fenômeno que pode ser atribuído ao modo de participação da mulher no mercado de trabalho pelos seguintes motivos:
 
1 - há uma prevalência de mulheres trabalhando em tempo parcial ou em regime de trabalho temporário;
 
2 - discriminação salarial
 
3 - concentração em ocupações que exigem menor qualificação e para os quais os salários são baixos;
 
4 - participação nos mais baixos níveis da economia informal. Por este motivo, os estudos sobre feminização da pobreza e mulheres chefes de família/domicílio estarão sempre incluindo indicadores que possam dar conta de sua forma de participação no mercado de trabalho.
 
Em sua obra "O SINDSEP DE QUIXADÁ E REGIÃO (CEARÁ) E A EQUIDADE DE GÊNERO E REMUNERAÇÃO (2010)", Graça Costa diz que "gênero é uma categoria social que possibilita a análise de papéis que ocorrem de maneiras distintas para homens e mulheres. Isso é resultado de duas suposições. A primeira é a de “gênero como um elemento constitutivo das relações sociais baseadas nas diferenças percebidas entre os sexos”, ou seja, como a sociedade, baseada no sexo biológico, constrói as diferenças. E a segunda é a de “gênero como forma de dar significado às relações de poder”. Gênero e poder não podem ser dissociados; para se analisar um, deve-se levar em conta o outro."
 
Para desenvolver políticas que promovam o trabalho decente deve-se ter em conta como a globalização da economia modificou o mercado de trabalho, absorvendo mais mão de obra feminina, mas em trabalhos fora de um contexto trabalhista legal e fora do sistema de seguridade social, com salários inferiores aos de seus companheiros homens e em setores menos protegidos da economia.

Diante desta situação é necessário tomar atitudes e criar políticas tendo em vista a questão de gênero, isto é, deve-se agir no sentido de acabar com as estruturas de desigualdade que perpetuam a desvalorização do trabalho feminino.


No próximo post desta série de cobertura especial da Conferência de Mulheres em Quixadá, GRAÇA COSTA indica como essa onda de femiização da Pobreza pode ser combatida.
NÃO PERCAM!


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