Secretaria da Mulher Trabalhadora do SINDSEP e as 24 Horas de Combate à Violência Contra as Mulheres




25 DE NOVEMBRO: Dia Internacional de Combate

à Violência Contra as Mulheres


A Secretária da Mulher Trabalhadora do SINDSEP, Maria das Graças Costa, junta-se nesse dia às companheiras de todo o Mundo, especialmente, às mulheres de Quixadá, Ibaretama, Banabuiu, Choró e Ibicuitinga, para em uníssono fortalecer a voz de combate a quaisquer tipos de violência cometida contra as Mulheres, tendo em vista que a violência praticada contra a mulher abrange as formas física, sexual e psicológica. 


Neste dia 25 de Novembro, que tenhamos todas e todos a oportunidade de refletir de forma mais contundente sobre o desafio de combate que está posto para toda a Sociedade brasileira. É impossível que não fiquemos estarrecidos com a ESTATÍSTICA QUE AFIRMA QUE, A CADA 15 SEGUNDOS, UMA MULHER É AGREDIDA. Impossível ficar de braços cruzados diante dessa constatação.

É preciso entender a Violência contra a Mulher e DENUNCIAR AS VÍSCERAS de suas variadas formas de acometimento, pois, a violência pode ocorrer na comunidade através de tortura, do tráfico de mulheres, prostituição em todos os seus níveis, sequestro  assédio sexual e moral, bem como a discriminação em instituições educacionais, serviço de saúde ou qualquer outro local e perpetrada ou tolerada pelo Estado e seus agentes, onde quer que ocorra. 

A discriminação gera desigualdades entre homens e mulheres nas oportunidades de ter e fazer as coisas, realimentando o preconceito contra as mulheres e a violência quando elas não se conformam com as regras injustas. A violência física é uma das modalidades de agressão que mais atinge as mulheres e, muitas vezes, é praticada por alguém muito próximo: marido, namorado ou companheiro e ainda por alguém em que ela poderia ter segurança. Infelizmente, isso acaba fazendo parte do dia-a-dia de um ciclo de violência muito difícil de ser rompido. 

O comportamento de homens e mulheres em nossa sociedade é baseado na ideia falsa da inferioridade e subordinação da mulher. Assim, a mulher é geralmente mais valorizada quando se dedica inteiramente à família, aos filhos, ao marido, ao cuidado com a casa. Segundo essas falsas idéias, quando ela não segura esse comportamento, está dando oportunidades para reações violentas por parte dos homens. 

A violência passa a ter um pseudo-valor positivo, sendo vista como um corretivo que os homens julgam no direito de aplicar às mulheres, para disciplinar seu comportamento. Nessas circunstâncias, metade da humanidade passa toda a vida sob forte tensão psicológica, sendo vitimizada por todo tipo de maus tratos. 

Como nossa Sociedade produz modelos de comportamento desiguais para homens e mulheres, podemos dizer que, infelizmente, a violência contra as mulheres faz parte de nossa cultura, de todas as coisas que aprendemos e continuamos a fazer no dia-a-dia. 

Para entender essa problemática da violência de homens contra as mulheres a partir da perspectiva de Gênero, se faz necessário incluir análises sobre os processos de socialização dos significados dos papéis sexuais na Sociedade atual. 

O Serviço Público Municipal é um dos segmentos em que o assédio moral se apresenta de forma mais visível e marcante. Muitas repartições públicas tendem a ser ambientes carregados de situações perversas, com pessoas e grupos que fazem verdadeiros plantões de assédio moral. Muitas vezes, por falta de preparo de alguns chefes, mas com freqüência por pura perseguição a um/a determinado/a pessoa. Nesses locais de trabalho, o assédio moral tende a ser mais freqüente em razão de uma peculiaridade: o chefe por estar vinculado às normas do serviço público como a estabilidade, garantindo-se ao/à servidor/a público/a a ampla defesa, passa a estar mais distante da disposição sobre o vínculo funcional do/a servidor/a, restando-lhe mais dificultoso  demiti-lo/a, passa então a humilhá-lo/a e a sobrecarregá-lo/a de tarefas inócuas.

É importante ainda ressaltar, que, independentemente, do tipo de violência praticada contra a mulher, todos têm como base comum as desigualdades que são predominantes. E são muitas essas formas de violência doméstica e de gênero: diferenciações salariais injustas, uso do corpo da mulher como objeto de consumo, tratamento desumano que as mulheres recebem nos serviços de Saúde. Todas essas formas opressoras desrespeitam a mulher em sua integridade, física e moral e nos seus direitos sociais inalienáveis.

O Combate à Violência contra a Mulher é uma pauta que deve nos incomodar 24 horas. Hoje, nesse dia 25 de Novembro, é apenas um desses dias em que o som da voz de combate e do basta deve se fazer ouvir ainda mais alto.

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Janeiro Branco

Graça Costa, do SINDSEP de Quixadá (CE), é eleita Secretária Nacional de Organização Sindical da CUT