CUT inicia Comemorações dos 30 Anos


Com a presença de todos seus ex-presidentes, de prefeitos, ex-ministros e de Lula, a Central Única dos Trabalhadores deu início à comemoração dos 30 anos em reunião da direção nacional na manhã desta quarta-feira (27), em São Paulo


Um dos fundadores da maior entidade sindical da América Latina, Lula falou sobre o papel da CUT na redemocratização do Brasil, na ampliação de direitos e citou a importância de a comunicação atuar de maneira articulada para vencer o bloqueio da mídia conservadora.



“Não vivo reclamando do espaço que me dão, agora eu reclamo do que falta fazer para ter o espaço que quero, independente deles”, afirmou Lula, referindo-se aos veículos da velha mídia.



Segundo ele, o movimento sindical produz muito, mas de maneira desarticulada.



“Temos uma arma poderosa e totalmente desorganizada. Temos que mapear a quantidade de panfletos, jornais, revistas rádios e sites que já existem. Por que a gente não organiza o nosso espaço, porque não começa a organizar a nossa mídia, porque não tentamos organizar um pensamento mais coletivo, unitário? Temos condição de fazer isso e o movimento vai precisar. Não temos que pedir favor”, definiu.

Lula lembrou que a criação da Central foi um ato de ousadia e desobediência e que o “radicalismo” não pode perder espaço.

“Quando a CUT foi fundada, diziam que era muito radical, mas era necessário ser radical para ser firmar. Porque as pessoas não convidavam a gente para a festa deles, precisávamos falar grosso para as pessoas deixarem subirmos um degrau. A CUT não pode perder radicalidade e isso não significa ser sempre do contra, mas, que no final do ano tenha cesta de acúmulo da classe trabalhadora. A “peãozada” espera de vocês, seja numa escola, num banco, numa repartição pública, que conquistem para eles o que precisam e o que querem, não apenas o discurso”, lembrou.


Para ele, é necessário imaginar um país sem a Central para ter a noção da sua importância.


“Não é pouca coisa num Brasil com tão pouco experiência democrática uma central completar 30 anos. Estamos vivendo o mais longo período democrático. Se pegarmos a constituinte, são 25 anos. Fomos construindo a CUT com gestos, atitudes e quase 100% das nossas ações contrariavam a legislação sindical vigente, quase uma cópia da Carta del Lavoro, de Mussolini.  Fomos fazendo as coisas sem pedir licença, arrancando pedacinho por pedacinho sem pedir licença. Inclusive aqueles que saíram da CUT por crítica teriam que avaliar se conseguiríamos o que conseguimos sem a CUT, não apenas a conquista material, um aumento de salário, horas a mais ou menos, mas o alto grau concentração política que a Central conseguiu imprimir à classe trabalhadora.”

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Janeiro Branco