Mídia e Democracia e sua relação com o Movimento Sindical

Vagner Freitas (Presidente da CUT Nacional)

"O papel da CUT não é o de condicionar a linha de comunicação da grande mídia."

Foi com essa afirmação contundente que o Presidente da CUT Nacional abriu a sua fala colocando qual é a tarefa do Movimento Sindical no processo de democratização da Comunicação.

O que a CUT propõe é que no Brasil tenhamos o contraditório, façamos o contraponto, tenhamos um outro discurso capaz de construir e reorientar a opinião pública. Precisamos sair do modo analítico para o modo de operação naquilo que temos a fazer para a Comunicação que queremos tornar uma realidade.

"Ser proativo nesse processo de democratização," continuou Vagner Freitas.

Só democratizaremos a Comunicação se o Movimento Sindical fizer uma campanha de interesse dos trabalhadores e trabalhadoras. Se apenas o Governo Federal colocar a mão nisso a democratização não acontecerá. 

Proativo: essa é a palavra de ordem nessa busca do Movimento Sindical e sempre nos perguntar se de fato não estamos colocando os instrumentos de comunicação em uma condição supervalorizada e se desse modo não estamos administrando eficientemente o que temos de infraestrutura para comunicar.

Estamos diante de uma disputa de poder. A grande mídia já tem o seu espaço e é muito competente naquilo que se propõe. É hora do Movimento Sindical assumir de vez sua tarefa de empreendedora da transformação dessa realidade.

Sozinhos não podemos mudar o Mundo. Por isso precisamos fortalecer a ação coletiva, a consciência de classe. Precisamos profissionalizar a causa pela democratização da Comunicação. É incrível constatar que muitas vezes não está pautada na agenda dos sindicatos a questão da Liberdade de Expressão. 

O Movimento Sindical precisa enfrentar de uma vez por todas a Ditadura da Desinformação. 

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Janeiro Branco