ATO UNIFICADO DA CLASSE TRABALHADORA DECENTE: pelo que tremulam as Bandeiras dos(as) Trabalhadores(as)



1890

Em todos os países onde havia movimento operário organizado, liderado pelos socialistas, aconteceram greves, manifestações, piquetes, barricadas e confrontos com a polícia. As manifestações foram reprimidas. Precisarão ainda de uns 20 anos para serem conquistadas. Pelas polícias dos vários países. Mesmo assim, aconteceram em toda a Europa, nos Estados Unidos, em dois países africanos e, na América Latina, no México, em Cuba e na Argentina.


Na França, trabalhadores socialistas dos países industrializados da época, reunidos num congresso da internacional Socialista, consagraram esta data como o dia da luta pelas 8 horas de trabalho. Naquele tempo os operários viviam numa grande miséria. Trabalhavam 12, 15 e até 18 horas por dia. Não havia descanso semanal nem férias. Para o mundo do trabalho não existiam leis. Tudo o que os trabalhadores conquistaram foi fruto desta luta da classe. Através dela foram conquistadas a jornada de 8 horas, as férias, o descanso aos domingos, a previdência social, a indenização por acidente, a aposentadoria, tudo, enfim.

Conhecer a verdadeira história da nossa classe nos ajuda a entender o presente. Assim vamos nos preparar melhor para construirmos um futuro diferente, sem a exploração e a opressão às quais somos submetidos.


A simbologia das Bandeiras Vermelhas: Os operários de Paris foram esmagados num verdadeiro banho de sangue. Foi nesta ocasião que bandeiras ensangüentadas passaram a aparecer nas mãos dos trabalhadores. Este foi o começo da bandeira vermelha como símbolo da luta operária.


2013

No Brasil, vozes organizadas nos sindicatos ecoam “Viva o(a) Trabalhador(a)”. “O Sindicato é você” “Autonomia e liberdade sindical” “Trabalhador unido jamais será vencido.” Durante a transição da ditadura para a democracia, no início dos anos 80, consolidou-se o movimento chamado “novo sindicalismo”construído a partir de greves e movimentos que ganharam o território nacional e atingiram varias categorias profissionais de serviços, indústria e do campo, do setor privado e publico. Fruto desse processo foi fundada a Central Única dos Trabalhadores – em 1983.

A plataforma que deu base a CUT, e que contribuiu na luta contra a ditadura, reivindicava principalmente a construção de um novo sistema de relações trabalhistas, baseado na democracia, na  liberdade e autonomia sindical e principalmente no fortalecimento da negociação coletiva, através de significativas mudanças na Justiça do trabalho. O que se rechaçava é o fato de que o descumprimento dos direitos individuais e coletivos da CLT necessita da decisão da Justiça do Trabalho para serem cumpridas. Situação que perdura intacta.


O país foi democratizado e a veio a Constituinte de 1988, oportunidade em que o movimento sindical apresentou vários projetos de iniciativa popular visando reverter a flexibilização trabalhista introduzida no período militar. Conseguiu-se constitucionalizar os direitos básicos e fundamentais, mas até hoje, 25 anos depois, cerca de 70% da Constituição de 1988 não foi regulamentada. Um exemplo é o fim da dispensa imotivada – determinado pela Constituição e até hoje não regulamentada. Como resultado, temos um país com uma das taxas de rotatividade mais altas do mundo.

Em todo o Brasil, o 1º  de Maio de 2013, levantou uma bandeira que se torna símbolo da  DEFESA DA MANUTENÇÃO DOS DIREITOS CONQUISTADOS e da RESISTÊNCIA DA DEFESA À INVIOLABILIDADE DOS DIREITOS: O COMBATE À TERCEIRIZAÇÃO. 


No Ato Unificado da Classe Trabalhadora Decente, realizado no 1º de Maio, em Quixadá, mais de 500 TRABALHADORES(AS) do Ramo dos Municipais e dos Comerciários, foram convocados pela Secretária de Relações do Trabalho da CUT Nacional, Maria das Graças Costa, a permanecerem firmes contra qualquer tentativa de desconstrução dos Direitos garantidos pela CLT. 

Segundo a sindicalista, no Brasil inteiro e, especificamente em Quixadá, NÃO SE ADMITE QUE POSTURAS DE ALGUNS GESTORES INSTAUREM NA VIDA DO MUNICÍPIO UMA INSEGURANÇA QUANTO À VIDA DA POPULAÇÃO QUE PRECISA DE DECÊNCIA ADVINDO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS OFERECIDOS PARA VIVER COM QUALIDADE.

"Vivemos uma conjuntura no Brasil fruto de 10 anos de conquistas da Classe Trabalhadora que não admite que retrocedamos mas que busquemos reafirmar as políticas públicas e ampliar direitos do(as) trabalhadores(as)," pontuou Graça Costa.

Já a liderança dos Sindicatos dos Empregados do Comércio de Quixadá e Região, Rogério, afirmou que a realização desse Ato conjunto com os(as) municipais reforça a tradição que tem o Movimento Sindical no Sertão Central de estabelecer diálogo constante, objetivando a defesa dos ramos da Classe Trabalhadora CUTista.

NOSSAS BANDEIRAS TREMULAM POR UM BRASIL DECENTE

De acordo com a Presidenta do SINDSEP Neiva Esteves, a realização do Ato Unificado teve o objetivo muito claro de reforçar a urgência da pauta dos(as) trabalhadores(as), sobretudo, no tocante a intenções da retirada de direitos.

"Estamos nesse 1º de Maio comemorando e lutando ao mesmo tempo. As felicitações aos trabalhadores(as) são bem-vindas a medida que esse trabalhador(a) reconhece o seu valor e dessa maneira se conscientiza do seu papel político na Sociedade atual e materializa essa tomada de consciência fortalecendo a entidade que o representa na instância sindical. É um Brasil decente para todos e todas que buscamos aqui e isso começa no município."


Portanto, as bandeiras de lutas foram apenas desfraldadas no Ato Unificado mas a militância por cada uma delas deve continuar a nos mobilizar fortemente:










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