Há 191 anos o Brasil conquistou, como sempre, na bravura peculiar aos aborígenes das terras tupiniquins, a sua independência do domínio colonialista e escravagista de Portugal. A primeira grande polêmica quando se reporta ao famoso grito "independência ou morte" se estabelece justamente no fato do próprio ato histórico. 

Há quem se pergunte se realmente somos independentes. É preciso considerar fortemente as intenções de quem declara isso. Do ponto de vista geográfico e político, os anais da História nos indicam que sim: a Independência do Brasil aconteceu no dia 07 de Setembro de 1822.

Todavia, é preciso considerarmos acerca deste fato histórico, outras questões. Segundo a  Sindicalista e Professora de História Maria das Graças Costa, para compreender o verdadeiro significado histórico da independência do Brasil, consideremos duas importantes questões:

Em primeiro lugar, entender que o 07 de setembro de 1822 não foi um ato isolado do príncipe D. Pedro, e sim um acontecimento que integra o processo de crise do Antigo Sistema Colonial, iniciada com as revoltas de emancipação no final do século XVIII. Ainda é muito comum a memória do estudante associar a independência do Brasil ao quadro de Pedro Américo, "O Grito do Ipiranga", que personifica o acontecimento na figura de D. Pedro.

Em segundo lugar, de acordo com Maria das Graças Costa, é necessário que percebamos que a independência do Brasil, restringiu-se à esfera política, não alterando em nada a realidade sócio-econômica, que se manteve com as mesmas características do período colonial.

É exatamente nesse ponto, como bem acentua a citada Sindicalista CUTista, que insere-se a reflexão desse editorial no que tange à simbologia do dia 7 de Setembro: para além das ocorrências geopolíticas da Independência É PRECISO RECONHECER QUE A VERDADEIRA INDEPENDÊNCIA DEVE SER PROCESSADA INTERNAMENTE, NA VIDA NACIONAL, NOS IDENTIFICANDO INTERNAMENTE SOBRE O NOSSO PROJETO COMO NAÇÃO E NOS IMPOR COMO UMA DAS MAIORES DEMOCRACIAS REPUBLICANAS DO MUNDO.

Brasileiros e Brasileiras precisam se apoderar do senso crítico de que estabelecer uma relação democrática, uma ambiência democrática e uma postura democrática nestes tempos pós-modernos é uma "tarefa de casa" para todos e todas.

Neste dia 7 de Setembro, homens e mulheres, jovens e crianças, pessoas na melhor idade, negros e brancos, pobres e ricos, trabalhadores e trabalhadoras APRESENTAM SUA AGENDA DE LUTAS. E o ambiente democrático, forjado pelos mais caros comandos da Constituição do Brasil (que é também uma conquista como nação), nos oferece a possibilidade real de MOBILIZAÇÃO. PERMANECERMOS MOBILIZADOS E AGUERRIDOS É PRECISO, COMPANHEIROS(AS)!

No processo de CONQUISTA E RECONHECIMENTO DA NOSSA INDEPENDÊNCIA COMO PAÍS, não podemos nos esquecer dos desafios que, se enfrentados, FARÃO COM QUE CADA VEZ MAIS SEJAMOS INDEPENDENTES INTERNAMENTE, como nação, E EXTERNAMENTE, com Soberania frente aos países do Mundo.

Em nosso processo de CONQUISTA E RECONHECIMENTO DA NOSSA INDEPENDÊNCIA COMO PAÍS, é preciso NOS POSICIONAR FORTEMENTE CONTRA grandes ameaçadores da nossa vivência de independência como país, a saber: 

  • COMBATER o famigerado Projeto de Lei 4330 da Terceirização que é uma das mais ferrenhas tentativas de ESCRAVIZAR OS(AS) TRABALHADORES(AS) BRASILEIROS(AS). A Luta da Secretaria de Relações do Trabalho da CUT Nacional (que tem a frente a Sindicalista Maria das Graças Costa), tem mobilizado o Brasil e chamado a atenção de todos e todas para o que vem sendo denominado de "reforma trabalhista escandalosa" pretendido pelo PL 4330 e que deve ser colocado por terra;
  •   COMBATER o discurso antidemocrático e discurso de ódio contra os Partidos Políticos, contra os Políticos, contra o Governo Popular, contra as instituições sociais e contra as organizações sindicais. NÃO PODEMOS SER LIVRES E ASSUMIDAMENTE AGENTES DE LIBERTAÇÃO se negarmos as Instituições, as Organizações Sindicais sérias e as Lideranças COMPROMETIDAS COM A TRANSFORMAÇÃO DO PAÍS.
Há 191 anos CONQUISTAMOS A NOSSA INDEPENDÊNCIA GEOPOLÍTICA. E desse modo, INSTITUIÇÕES E PESSOAS vem lutando para SE RECONHECEREM LIVRES E LIBERTADORAS.

A crença na força dos indesistíveis trabalhadores e trabalhadoras do Brasil é a prova inconteste de que não estamos rendidos nem às ameaças neoliberais do mundo capitalista e muito menos rendidos aos desafios internos vividos política e economicamente no Brasil. ESTAMOS EM LUTA. Permanentemente aguerridos. E os resultados dessa ESPERANÇA, todos e todas sabemos, temos visto nos últimos dez anos!

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Janeiro Branco