REFORMAS POLÍTICA E TRIBUTÁRIA SÓ SAEM SE MOVIMENTOS SOCIAIS CONTINUAREM NAS RUAS


Em reunião da direção Executiva da CUT na manhã desta terça-feira (24), o ex-ministro José Dirceu destacou que a estrutura do país não permite que o Brasil faça as reformas necessárias para crescer. Para ele, somente se os movimentos sociais mantiverem a pressão elas entrarão em pauta.

“Se queremos aprofundar mudanças no país, temos que mudar a correlação de forças e elevar o grau de mobilização”, disse.

Em relação à reforma política, ele destacou que o caminho é fazer um plebiscito, que contemple o financiamento público de campanha porque acredita que a Câmara não fará. Já em relação à tributária, o ex-ministro acredita que ela deve ser capaz de reverter o sistema atual, em que os ricos pagam menos e os pobres, mais.

Nesse processo, ressaltou, é importante também enfrentar o discurso da velha mídia, que esconde como os recursos são utilizados. “Não soubemos nos defender desse ataque e mostrar que são esses recursos que consolidaram uma grande rede de proteção social e combate à pobreza, que não existe em nenhum lugar do mundo e conta com o seguro desemprego, o Minha Casa Minha Vida, o Bolsa Família, a ampliação do acesso à universidade por meio do Programa de Financiamento Estudantil (Fies)”, elencou. 

Ao citar que a mídia e o PSDB foram derrotados, com a desconstrução do discurso conservador devido ao apoio da população ao programa “Mais Médicos”, ao cancelamento da viagem da presidenta Dilma Rousseff aos EUA, como resposta à espionagem norte-americana, e à recomposição da base no Congresso, Dirceu afirmou que é necessário também promover uma transformação da cultura, semelhante ao processo de inclusão social que os governos progressistas promoveram nos últimos 12 anos.

A tentativa dos grandes meios de comunicação de produzir uma catástrofe, tendo como base uma explosão inflacionária, também fracassou, avaliou Dirceu. Mas é preciso que os movimentos sociais ampliem a pressão pela regulamentação dos meios de comunicação, com iniciativas como o Projeto de Iniciativa Popular por Mídia Democrática, proposta pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), do qual a CUT faz parte.

“Caso não tratemos desse debate, os empresários da comunicação farão como forma de se defender do capital estrangeiro, com temas que só interessam a eles”, reforçou. 

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Janeiro Branco