"Justiça fiscal e investimento em serviços públicos são essenciais para acabar com a desigualdade no Brasil” , diz ROSA PAVANELLI (ISP)



Após dias de maciços protestos públicos nas ruas do Brasil, a Internacional dos Serviços Públicos saudou a notícia de que, em reunião realizada em 26 de junho com os líderes sindicais brasileiros, a Presidenta do país, assumiu o compromisso de consultar trabalhadores em qualquer reforma trabalhista proposta e para atender à necessidade de oferecer serviços públicos de qualidade.

A líder da ISP, Rosa Pavanelli, disse: “As pessoas nas ruas estão dizendo que o problema não é apenas um aumento de 20 centavos nas tarifas de ônibus – as pessoas estão apelando para uma sociedade mais justa. Isso deve ampliar a mudança de um sistema político que divide as pessoas entre os que têm e que não têm. ”

“O Brasil tem sido reconhecido como um exemplo para o mundo por ter melhorado a situação econômica de milhões de pessoas nos últimos anos por meio de iniciativas progressistas como o programa Bolsa Família e outros. No entanto, o movimento nas ruas está desafiando o governo a fazer mais para redistribuir a riqueza através da tributação justa e investimentos em serviços públicos. A ISP esta ao lado de suas filiadas para apoiar todos os esforços para reduzir a pobreza e desigualdade no Brasil. A ISP espera que o governo Dilma Rousseff responde às demandas democráticas de mais igualdade para o povo brasileiro “.

A CUT, FS, NCST, UGT e outras organizações se reuniram com a presidente Dilma Rousseff para discutir os recentes protestos sociais. Rousseff disse que não vai aprovar qualquer projeto a menos que haja um acordo entre trabalhadores, empregadores e governo. Ele disse que o diálogo com os sindicatos será permanente e que todos os temas da agenda da classe trabalhadora serão negociados, incluindo a redução da semana de trabalho para 40 horas. Os sindicatos levantaram ainda a questão da aplicação da Convenção n o 151 da OIT sobre as relações de trabalho no serviço público. Dilma Rousseff disse que o governo irá responder a todas as questões apresentadas pelos sindicatos até agosto.

De acordo com o site da CUT, o presidente da Central, Vagner Freitas, também aproveitou a oportunidade para conversar sobre o projeto 4330, que aparentemente para regular a terceirização do trabalho no país, promove a reforma trabalhista. “Este projeto pendente ameaça as condições de trabalho gerando ainda mais precariedade e enormes prejuízos para os trabalhadores”, argumentou. Vagner disse que melhorias só serão alcançadas com um maior investimento em serviços públicos e pediu a presidenta para acelerar os investimentos em saúde, educação e transporte. Vagner ainda falou sobre reformas, afirmando que o país precisa urgentemente de reforma politica e tributária. “É hora de aumentar os impostos para os ricos e reduzi-los aos pobres.”


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Janeiro Branco