EDITORIAL



Segundo a Secretária Nacional de Relações do Trabalho da CUT, Graça Costa, o cenário político eleitoral de 2014 revela que nunca antes na História do Brasil esteve tão às claras a disputa de projetos de nação. O que a Sindicalista constata é que o comportamento de candidatos(as), mídia  e instituições sociais demonstra que não vários projetos em curso mas apenas dois: o projeto neoliberal que tenta a todo custo voltar ao Poder e o Projeto da Classe Trabalhadora.

Um país do tamanho do Brasil não admite retrocessos da ordem de uma insegurança econômica nas relações trabalhistas consolidadas às custas de sangue, suor e lágrimas.

Os discursos de alguns candidatos(as) causam medo. É estarrecedor ouvir da boca de presidenciável que defende a Terceirização sem Limites. 

É inaceitável para a História da República Brasileira em sua égide democrática que alguém que postule o cargo de Presidente do Brasil queira acabar com os Direitos Trabalhistas garantidos na CLT.

O Brasil nos últimos 12 anos avançou na conquista de direitos. Com toda essa efervescência no Mundo com globalização, o mundo do trabalho mostra-se cada vez mais alvo de ataques dos patrões. 

Esses ataques aos direitos trabalhistas acabam por refletir em prejuízo ao trabalhador. Assim, com a flexibilização, o trabalhador tem se submetido a situações degradantes, como redução salarial, jornada de trabalho excessiva, sem falar nos efeitos indiretos como a exploração demasiada do trabalhador, fazendo com que ele se submeta a uma carga de trabalho descomunal.

Desse modo, tem-se, de um lado a ideia de que a flexibilização veio como um pretexto para prejudicar os trabalhadores, alterando e extinguido direitos já adquiridos por eles, com muito esforço, ao longo das décadas, o que seria considerado inconstitucional. Por outro lado, há autores que defendem a posição de que é necessário haver uma flexibilização das relações de trabalho, tendo em vista a competitividade do mercado, alegando que há um excesso de rigidez das normas trabalhistas e de proteção ao trabalhador.

Não se avança retirando direitos.
Nas Eleições de 2014 o tom dos discursos mais vorazes tem defendido menos direito para os trabalhadores.
A CUT e os seus sindicatos filiados estão de olho nessa tentativa de retomada do projeto neoliberal que quer vender o Brasil mesmo que para isso custe a dignidade da classe trabalhadora que sustenta essa nação.


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Janeiro Branco