Mundo






VENEZUELA PREPARA CÚPULA SOBRE QUEDA DOS PREÇOS DO PETRÓLEO

Marcelo.Garcia:
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que está preparando um encontro internacional, com a presença de representantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), para discutir a queda dos preços do petróleo; para a Venezuela, o preço justo é US$ 100 o barril. O petróleo venezuelano estava cotado ontem a US$ 70,80 o barril.

DILMA ACERTA COM OBAMA VISITA A WASHINGTON

:
Depois das turbulências causadas pelo escândalo de espionagem, Brasil e Estados Unidos dão início à reaproximação bilateral; no G20, presidentes Dilma e Barack Obama discutiram a data de uma nova visita de estado a Washington

ONU pede que países ratifiquem protocolo contra pena de morte


 Comitê de Direitos Humanos da ONU pediu aos países que ratifiquem o Segundo Protocolo Opcional ao Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, que têm por objetivo abolir a pena de morte.
O pedido foi feito para marcar o 25º aniversário da adoção do documento.  Segundo o Comitê, a prática tem diminuído de forma significativa desde 1989.
Atualmente, 81 países já ratificaram o protocolo e outras 79 nações aboliram completamente a pena de morte ou não utilizam mais esse tipo de prática. Este ano, El Salvador, Gabão e Polônia anunciaram a ratificação.
O Comitê explica que apesar do artigo 6 do protocolo permitir o uso da pena de morte em casos restritos, a experiência demonstra que é extremamente raro que algum caso corresponda às provisões do documento.
Para as autoridades, é importante que até mesmo os países que não aplicam mais esse tipo de punição ratifiquem o protocolo. Isso porque, o documento evita que eles possam facilmente restaurar a pena de morte no futuro.
Nesse caso, primeiro as nações terão de abandonar o acordo antes que a pena possa ser reinstaurada.
De Nova York, da Rádio ONU, Edgard Júnior.
30/10/14


BRASIL E EUA REABREM DIÁLOGO NA CÚPULA DO G20

:
Líderes do Brasil e dos Estados Unidos farão primeira reunião formal desde a crise diplomática provocada pelos abusos da espionagem norte-americana; presidente Dilma Rousseff e Barack Obama devem relançar acordos bilaterais, como o Open Skies, que ampliaria opções de rotas para viagens aos EUA a partir do Brasil, e o Visa Waiver, que derrubaria a obrigatoriedade de visto para turistas dos dois países.
Em uma primeira agenda formal desde a crise diplomática provocada pelos abusos da espionagem norte-americana, a presidente Dilma Rousseff vai se reunir com Barack Obama durante o G20 na Austrália, neste final de semana.
No último G20, logo depois da descoberta da ação da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) no Brasil, Obama tentou, sem sucesso, convencer Dilma a não cancelar a visita de Estado a Washington, marcada para outubro.
Desde então, a Casa Branca sinalizou vários gestos de reaproximação, incluindo iniciativas para controlar o serviço de espionagem. Em visita à Copa do Mundo no Brasil, o vice-presidente Joe Biden também tentou relançar o convite dos EUA. O último gesto foi feito após a reeleição de Dilma Rousseff em uma ligação pessoal de Barack Obama para felicitá-la.
Com a reabertura de diálogo, os dois líderes devem relançar acordos comerciais como o Open Skies, que ampliaria opções de rotas para viagens aos EUA a partir do Brasil. Outra tema em pauta é o Visa Waiver, que derrubaria a obrigatoriedade de visto para turistas dos dois países. 
A presidente também deve se encontrar com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e com o presidente da China, Xi Jinping.





Mundo tem 35,8 milhões de escravos modernos, aponta estudo

Relatório de fundação diz que, para alguns, exploração é única forma de sobrevivência

Dados inéditos da fundação internacional Walk Free revelam que cerca de 35,8 milhões de pessoas são mantidas em situação de escravidão no mundo. O relatório de 2014 da organização ainda será lançado no dia 18 de novembro e a versão em português será apresentada em 1º de dezembro, no Rio de Janeiro, durante a entrega do Prêmio João Canuto, de direitos humanos.
Representante da Walk Free no país, Diana Maggiore, conta que o número de pessoas escravizadas hoje cresceu 20%, em relação aos 29,8 milhões de pessoas apontadas noThe Global Slavery Index 2013, o primeiro relatório da organização.
Segundo a Walk Free, no Brasil há cerca de 220 mil pessoas trabalhando como escravos. Maggiore explicou que, em 2013, pela primeira vez, o número de pessoas resgatadas de situações de escravidão no setor urbano foi maior que no setor rural no país. “Por causa dos eventos esportivos, tivemos muitos registros na construção civil e a tendência deve continuar até as Olimpíadas. O Brasil está crescendo, daqui a alguns anos pode ser diferente”, disse.
Entre as formas de escravidão estão o tráfico de pessoas, o trabalho infantil, a exploração sexual, o recrutamento de pessoas para conflitos armados e o trabalho forçado em condições degradantes, com extensas jornadas, sob coerção, violência, ameaça ou dívida fraudulenta. Os últimos dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 2012, apontam que quase 21 milhões de crianças e adultos estão presos em regimes de escravidão em todo o mundo.
O maior número de trabalhadores forçados, segundo a OIT, está na Ásia e região do Pacífico, com 11,7 milhões de pessoas nessas condições. No último dia 23 de outubro, Sandra Miranda, de Brasília, recebeu uma encomenda do site chinês AliExpress com um pedido de socorro: “I slave. Help me [Sou escravo, ajude-me]”. A filha da advogada colocou a foto da mensagem nas redes sociais e já teve mais de 15 mil compartilhamentos. “Fiquei perplexa, pensei até que fosse brincadeira, mas o pacote estava muito bem fechado, então veio mesmo de quem embalou”, disse.
“A alegação feita contra um dos vendedores da plataforma AliExpress está sendo investigada”, respondeu a empresa do Grupo Alibaba. Segundo Sandra Miranda, um representante da empresa entrou em contato e explicou que o site apenas revende os produtos que já chegam embalados de diversas fábricas e que precisaria rastrear de qual vendedor veio o seu produto.
A Embaixada da China no Brasil respondeu dizendo que o país asiático tem leis que proíbem rigorosamente o trabalho escravo e um órgão que atua para sua erradicação, similar ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no Brasil. Sobre o pedido de socorro no pacote de Sandra Miranda, não há solução, segundo a embaixada, já que no bilhete não havia nome, nem nada que pudesse levar à identificação da vítima.
A mensagem, entretanto, chamou atenção para a situação dos trabalhadores daquele país. Segundo o coordenador Nacional do Programa de Combate ao Trabalho Forçado da OIT no Brasil, Luiz Machado, já houve outras mensagens semelhantes, não só no Brasil, e mostra um problema grave que deve ser endereçado às autoridades chinesas.
Machado explica que, independente da China não ter ratificado as convenções sobre trabalho escravo da organização, a OIT lançou em 1998 a Declaração de Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho, que prega a erradicação do trabalho escravo e infantil, a não discriminação no trabalho e a liberdade sindical. “A China fez avanços e vem trabalhando melhor a regulação da relação de trabalho, coisa que nem existia por lá. A OIT tem escritório no país e projetos de cooperação técnica na área, ela [China] vem se abrindo a aceitar essa cooperação, aceitar observar os direitos humanos”, explicou.
Segundo Machado, o perfil de trabalhadores escravizados na Ásia não é muito diferente de outros lugares do mundo. São pessoas pobres, a maioria mulheres e crianças, por serem mais vulneráveis, que geralmente migram do seu local de origem, dentro do próprio país ou não, por conta própria ou forçados, e sem educação formal aceitam qualquer proposta de trabalho; podem ser enganadas ou ter a liberdade cerceada e acabam aceitando a exploração por ser a única forma de ganhar um pouco de dinheiro ou comida.
O coordenador da OIT explica que qualquer governo que tenha relações comerciais com outro país e que perceba que, no processo de fabricação de seus produtos, há a utilização de trabalho escravo, pode impor condições para sua comercialização, assim como faz o setor privado.
“Temos o caso clássico de Myanmar, que sofreu condenação na OIT e sanções econômicas por causa da exploração de trabalho forçado. Existem casos mais específicos de empresas privadas, como o embargo da indústria automotiva ao aço brasileiro. Em determinado momento, descobriu-se que o carvão utilizado em siderúrgicas vinha de trabalho escravo e infantil e do desmatamento ilegal. As pessoas começaram a dar mais atenção a toda a cadeia de valor”, contou Machado. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o Brasil não mantém acordos bilaterais de combate ao trabalho escravo nem impõe sanções unilaterais a outros países por questões sociais. “O Brasil defende que eventuais sanções sejam determinadas por órgãos multilaterais como o Conselho de Segurança das Nações Unidas. Na área de combate internacional ao trabalho escravo, o país participou neste ano, em Genebra, da elaboração do novo protocolo da Convenção da OIT sobre trabalho escravo. O governo brasileiro deverá ser um dos primeiros países a ratificá-lo”, disse o Itamaraty, em nota.
Segundo Machado, o Brasil é um dos pouquíssimos países que tem estrutura específica de combate ao trabalho escravo, que são os grupos de fiscalização móvel do MTE, em parceria com a Polícia Federal. De 1995 até 2013, quase 47 mil vítimas foram resgatadas da situação de escravidão no Brasil, entre brasileiros e estrangeiros. Historicamente, os setores agropecuário e sucroalcooleiro são os que mais aparecem na lista suja do trabalho escravo, mas a construção civil e a moda vêm ganhando destaque.
Para o coordenador da OIT no Brasil, o país deve se preparar para enfrentar a questão da imigração, já que cada vez mais latino-americanos, africanos e asiáticos estão vindo em busca de trabalho. “Não há um processo ainda desburocratizado para apoiar o trabalhador migrante. O Estatuto do Estrangeiro, de 1980, tem que ser revisado e adequado ao novo cenário global de fronteiras”, argumentou Machado.

FONTE: cut.org.br

Postagens mais visitadas deste blog

Janeiro Branco

Graça Costa, do SINDSEP de Quixadá (CE), é eleita Secretária Nacional de Organização Sindical da CUT