SINDSEP DE QUIXADÁ invade a avenida CONTRA A CORRUPÇÃO e PELOS DIREITOS



Neste 7 de setembro de 2017, o SINDSEP DE QUIXADÁ, IBARETAMA, BANABUIU, CHORÓ E IBICUITINGA integrando o  MOVIMENTO SINDICAL E O MOVIMENTO SOCIAL ORGANIZADO, invadiu a avenida e mais uma vez, como todos os anos, convocou homens e mulheres marginalizados e excluídos de todo processo justo e democrático para GRITAR BEM ALTO: FORA TEMER E TODAS AS SUAS REFORMAS DO MAL.

Essa foi a 23ª edição do Grito do Excluídos que traz o tema “POR DIREITOS E DEMOCRACIA A LUTA É TODO DIA” onde Trabalhadores e trabalhadoras e a população em geral declararam NÃO À CORRUPÇÃO, NÃO AO GOLPE À DEMOCRACIA, NÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER E EM DEFESA DOS DIREITOS DA CLASSE TRABALHADORA.

Sheila Gonçalves (Secretária da Mulher Trabalhadora da FETAMCE) participou da manifestação e enfatizou que "O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular carregada de simbolismo, é um espaço de animação e profecia, sempre aberto e plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos. É um momento coletivo de  descoberta, uma vez que agentes e lideranças abrem um canal para que o Grito sufocado venha a público", afirmou a professora que também é Secretária de Formação do SINDSEP de Quixadá.

Ainda segundo Sheila, além da pauta nacional em que se levou para a manifestação a indignação contra o golpe à Democracia com o impeachment da Presidenta Dilma, a aprovação do congelamento do Orçamento Público por 20 anos, a nefasta Terceirização que piora de uma vez por todas as relações do trabalho, comprometendo a qualidade dos serviços públicos bem com a horrenda reforma trabalhista que simplesmente destrói a CLT, também se enfatizou pautas locais como a necessidade urgente da administração de Quixadá reconhecer a validade e a importância do ultimo concurso público realizado no município. Para a sindicalista, o serviço público de Quixadá precisa de sangue novo e estão a espera da convocação pessoas muito preparadas para isso onde o município ganharia muito com a chegada de novos profissionais ao serviço público. 

Já a Secretária de Comunicação do SINDSEP, Leediane Coelho, disse que os meios de comunicação que a entidade usa estão à disposição da necessária visibilidade às denúncias que a grande mídia esconde.

"Com a nossa participação no Grito dos Excluídos fazemos a população conhecer nossas bandeiras de lutas e que estamos atentos ao momento de efervescência por que passa a conjuntura do Mundo do Trabalho", sentenciou Leediane.

Pautas urgentes do momento também não ficaram de fora como o COMBATE AO ASSÉDIO MORAL nos locais de trabalho, que vem desencadeando desajustes graves como a depressão. Um olhar sobre o homicídio da juventude negra, o feminicídio, a intolerância contra a comunidade LGBT e a necessária luta contra o racismo também chamou a atenção de toda a população.

Vários manifestantes levaram cartazes com a foto de deputados e senadores que aprovaram as reformas do mal do Governo Temer e pediam a população presente nas ruas que não votassem nesses políticos que estão acabando com os direitos da Classe Trabalhadora e com a Democracia Brasileira.

Importante evidenciar ainda que a proposta do Grito durante o feriado de 7 de setembro surgiu no Brasil no ano de 1994 e o 1º Grito dos Excluídos foi realizado em setembro de 1995, com o objetivo de aprofundar o tema da Campanha da Fraternidade do mesmo ano, que tinha como lema “Eras tu, Senhor”, e responder aos desafios levantados na 2ª Semana Social Brasileira, cujo tema era “Brasil, alternativas e protagonistas”. Em 1999 o Grito rompeu fronteiras e estendeu-se para as Américas.

Para a Presidenta do SINDSEP Neiva Esteves, "Em 2017, com o lema “Por direitos e democracia a luta é todo dia”, estamos chamando a atenção da Sociedade para a urgência da organização e luta popular frente à conjuntura em que o país vive hoje, estamos diante de um cenário de retrocessos, muitas vezes com o apoio dos meios de comunicação social, de desmonte do processo democrático e da perda iminente de direitos dos trabalhadores, conquistados a duras penas. Situação que se agrava com a corrupção política que tornou o Brasil um verdadeiro mar de lama. Porque este sistema está preocupado em defender e resolver o problema da economia, por isso o Grito quer rediscutir esse sistema, propondo que a vida esteja em primeiro lugar. E como todo ano, o SINDSEP de Quixadá e Região participa convocando a servidores(as) e se integrando com a luta de classes com as categorias de outros sindicatos e movimentos sociais", finaliza a Presidenta.


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